Granada de bolso

147. De reformas e empulhações

Segunda-feira, 27-Ago-2007 · 3 Comentários

Ganhei da minha namorada um disco-compacto do Belchior. O referido disco fez-me pensar – mais uma vez – na nova lambança ortográfica que se aproxima. Os encartes do disco fazem pensar nas duas reformas ortográficas anteriores: a de 1943 e a de 1971. O antropônimo pelo qual se identifica o cantor cearense, Belchior, está grafado à moda anterior a 1943. Há uma lei tácita que proclama que os nomes são intangíveis pela sarabanda ortográfica. O título do disco, “Mêdo de avião”, traz a grafia anterior a 1971, embora seja de 1979; “mêdo” vem grafado com um diferencial abolido por decreto.
E tendo em mente os diacronismos a beira da terceira reforma, penso que os velhinhos teístas e biscoctófagos das Academias do Rio e de Lisboa deveriam pôr-se a pensar em reais questões intelectuais sobre as quais discutir, deixem a língua em paz.

Categorias: Atualidades · Brasil · Direito lingüístico · Lingua · Política · Portugal · Reforma ortográfica

3 respostas até agora ↓

Deixe um comentário