Granada de bolso

171. Juízo de valor individual e valoração social

Segunda-feira, 29-Out-2007 · 5 Comentários

Fragmento

“1. Caso alguém se esforce em entrever algo místico (ou transcedental) nas estruturas da sociedade, como forma de justificação da existência das instituições, não poderá, de modo isento, livrar-se do peso do juízo de valor. Por mais que não o queiramos, ele existe desde que o mundo é mundo; desde que o homem entende-se como tal, aprendeu a dar valores positivos e negativos aos acontecimentos ou aos objetos à sua volta, como o lume produzido pelo fogo e sua ausência, possivelmente eis aí o irracional medo do escuro que certas pessoas têm, ou, se não medo, pelo menos receio. É o medo daquilo que não têm sob seu controle, então, o fogo é valorado positivamente. Não quero crer que o valor positivo ao fogo (à sua luz) atribuído por um juízo de valor que fez já sua marca no subconsciente, seja fruto de algum tipo de transdendência (eis a fonte do mítico-divino que paira sobre o fogo).

[...]“

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5 respostas até agora ↓

  • J. A. Melo // Segunda-feira, 29-Out-2007 às 16:16 | Responder

    Spiriti? Spiriti?

  • Donato // Segunda-feira, 29-Out-2007 às 19:59 | Responder

    Você precisa ler Max Scheler.

  • Sergio Méndez e Sánchez // Terça-feira, 30-Out-2007 às 7:55 | Responder

    Melo, espíritos aqui não pairam.

    Donato, não postei ainda a continuação do texto – que certamente será mexida depois de hoje, que li uma parte do “Genealogia da Moral”, do Nietzsche, mas não li nada do Scheler.

  • Juliana Zani // Terça-feira, 30-Out-2007 às 10:53 | Responder

    Acho que a visão de mundo dualista já não está em voga hoje em dia. Não é que alguns valores morais e éticos tenham caído por terra, mas parece que aquilo que é bom ou mau já não é mais tão fixo como antigamente.
    Se perguntarem a um brasileiro o que eles acham da robalheira toda que está acontecendo, todos dirão que isso é um absurdo, porém se perguntarem se eles estivessem no mesmo lugar fariam a mesma coisa, a maioria responde que faria.

  • Moisés Sotto Mayor // Segunda-feira, 07-Jul-2008 às 8:48 | Responder

    uma pessoa que contribui activamente na luta de descolonizaçao da sua pátria, abandonando a sua familia,enveredou os ideiais de guerrilheiro porque achava que as suas habilidades a nivel de guerrilha, faziam parte para o bem mais precioso que anseava -INDEPENDENCIA DE ANGOLA – se pode fazer juizo de valor, atribuindo-lhe um status em nome da sociedade em que vive?

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