Fragmento
“1. Caso alguém se esforce em entrever algo místico (ou transcedental) nas estruturas da sociedade, como forma de justificação da existência das instituições, não poderá, de modo isento, livrar-se do peso do juízo de valor. Por mais que não o queiramos, ele existe desde que o mundo é mundo; desde que o homem entende-se como tal, aprendeu a dar valores positivos e negativos aos acontecimentos ou aos objetos à sua volta, como o lume produzido pelo fogo e sua ausência, possivelmente eis aí o irracional medo do escuro que certas pessoas têm, ou, se não medo, pelo menos receio. É o medo daquilo que não têm sob seu controle, então, o fogo é valorado positivamente. Não quero crer que o valor positivo ao fogo (à sua luz) atribuído por um juízo de valor que fez já sua marca no subconsciente, seja fruto de algum tipo de transdendência (eis a fonte do mítico-divino que paira sobre o fogo).
[...]“






5 respostas até agora ↓
J. A. Melo // Segunda-feira, 29-Out-2007 às 16:16 |
Spiriti? Spiriti?
Donato // Segunda-feira, 29-Out-2007 às 19:59 |
Você precisa ler Max Scheler.
Sergio Méndez e Sánchez // Terça-feira, 30-Out-2007 às 7:55 |
Melo, espíritos aqui não pairam.
Donato, não postei ainda a continuação do texto – que certamente será mexida depois de hoje, que li uma parte do “Genealogia da Moral”, do Nietzsche, mas não li nada do Scheler.
Juliana Zani // Terça-feira, 30-Out-2007 às 10:53 |
Acho que a visão de mundo dualista já não está em voga hoje em dia. Não é que alguns valores morais e éticos tenham caído por terra, mas parece que aquilo que é bom ou mau já não é mais tão fixo como antigamente.
Se perguntarem a um brasileiro o que eles acham da robalheira toda que está acontecendo, todos dirão que isso é um absurdo, porém se perguntarem se eles estivessem no mesmo lugar fariam a mesma coisa, a maioria responde que faria.
Moisés Sotto Mayor // Segunda-feira, 07-Jul-2008 às 8:48 |
uma pessoa que contribui activamente na luta de descolonizaçao da sua pátria, abandonando a sua familia,enveredou os ideiais de guerrilheiro porque achava que as suas habilidades a nivel de guerrilha, faziam parte para o bem mais precioso que anseava -INDEPENDENCIA DE ANGOLA – se pode fazer juizo de valor, atribuindo-lhe um status em nome da sociedade em que vive?