Granada de bolso

236. Frases e pessoas que formaram meu caráter

Sexta-feira, 25-Jul-2008 · 5 Comentários

Abaixo segue uma complicação extraída à memória, de frases engenhosas (ou nem tanto), mas que têm um peso cômico na minha existência.

“Se você compra um sutiã por duas parcelas de cem cruzeiros, eles põem lá ’sem juros’, mas os juros estão embutidos, você paga do mesmo jeito”

- professora substituta da segunda série, falando sobre a situação econômica, em alguma manha de 1990.

“Toma os seus cinqüenta centavos!”

- Anderson, um gordinho petulante, sobre diferenças a respeito da cobrança de um trabalho de geografia, na 6ª série, 1994; a moeda veio parar sobre a minha cabeça. Agradeço que foi àquela época, hoje, uma moeda de cinqüenta centavos pesa quase o mesmo que um tijolo, o “Ordem e progresso” piegas ficaria tatuado em minha testa.

“Coentro dá gosto de rato no feijão.”

- meu pai fazendo considerações gastronômicas, 1997.

“O Maluf vai dar emprego pra gente, caralho!”

- o imbecil mais estúpido do mundo (que fez colégio comigo), sobre em quem votaria nas eleições municipais, 1999.

“Ele também não sabe descascar laranja.”

- a mãe do Danilo (do colégio também), sobre seu filho, 1998.

“… e aquela merdaiada toda escorrendo pela parede…”

- Dona Conceição, vizinha mexeriqueira, indagando aos vizinhos de cima sobre possíveis canos de esgoto estourados, 1998.

“Não vou correndo, eu vou de carro!”

- resposta dada pelo marido da precedente quando incitado a “ir correndo fazer a reclamação na Prefeitura” sobre querela acerca do escoamento de água do terreno limítrofe, de nível superior ao seu; alegou não precisar cansar-se, pois poderia ir com seu automóvel, 1985.

“Não sei que tanto endeusam esse homem; se tivesse assumido a presidência, teria sido a mesma merda que foi o Sarney.”

- meu pai, sobre o inexistente governo Tancredo Neves, ca. 1999-2000.

“Morreu gente, mas foi bonito.”

- meu falecido tio Zé, sobre a pirotécnica explosão da Challenger, 1986.

“Espanhol bom nasce morto.”

- do falecido vô Quico, igualmente espanhol, algum ponto dos anos 1970.

“Quero todas as janelas dessa sala fechadas!”

- de uma diretora de uma repartição pública quando, a partir da resposta do técnico de informática que seu microcomputador estava lento “porque tem muita janela aberta”, mandou interromper a circulação de ar, ca. 1993-4.

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