206. Bagoplenia

Não falamos mais sobre assuntos polêmicos, sobre os quais todos têm opiniões cretinas formadas e as querem impor como verdade absoluta. Que durmam em paz com suas verdades e informações garantidas. A independência do Côssovo para nós tem o mesmo valor das aspirações automistas de Santo Amaro ou Itaquera, ou seja, zero. Falar de Cuba é chutar cachorro morto. Falar da invasão do Iraque é como falar do sexo dos anjos. Culpar os EUA pelas catástrofes latino-americanas é fácil bálsamo; falar das Farc e da Venezuela é indigesto. Tudo soa muito húngaro.

O ser humano é animal estúpido e a melhor opção ou opinião do mundo terá sempre um idiota que dela discordará. Uma espiga de milho do rabo dessa gente.

Por isso que, nesta bitácula, optamos pela linha da sandice absoluta. Nada de assuntos polêmicos. Aqui falamos de panelas cheias de crostas de queimado e estradecas perdidas no meio do nada; ditadores inexistentes, ônibus que bóiam no mar e ligam Pantelleria à Sicilia, mocinhas transdanubianas que dançam e cantam e velhos hinos pan-eslavistas. Não gostou? Quer “informação”? Vá ler a Rolha de São Saulo e não nos torre.

4 responses to “206. Bagoplenia

  1. Gostaria que fizessem a gentileza de me avisar por e-mail quando o assunto for estradecas perdidas no meio do nada.

    Grato,

  2. É preciso falar de tudo! E é preciso existirem sitios como este para isso! :-)

    Abraço!

  3. Mas o Tchábes é engraçado!

  4. é. tá certo. assim pelo menos temos um refúgio para falar de outras coisas…

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